quinta-feira, 8 de março de 2012

Doenças de peixes ornamentais

Ai galera achei um arquivo muito legal na net fala sobre doenças de peixes ornamentais :

Doenças bacterianas em peixes ornamentais


Autor: Rodrigo Mabilia & Ricardo Assunção

As enfermidades de origem bacteriana em peixes ornamentais são muito freqüentes. Existem diversos gêneros de bactérias que podem causar doença nos peixes e levá-los a morte. É importante deixar bem claro que a ocorrência de uma doença bacteriana está associada à falhas graves de manejo. Falhas estas que submetem os peixes a condições estressantes desde a captura, ou criação, passando pela comercialização e finalmente pelo aquarista. Um agente bacteriano, por si só, é muito improvável de causar uma doença. É preciso que o peixe de alguma forma esteja debilitado.
O principal fator que predispõe a manifestação destas enfermidades, quase sempre é o mesmo: a má qualidade de água. É preciso compreender que diversas bactérias são encontradas normalmente na água, substrato e inclusive no trato intestinal dos peixes, porém a manifestação de doença somente ocorre quando há um desequilíbrio entre o meio ambiente e o peixe. Entre os principais fatores que causam este desequilíbrio estão os elevados níveis de compostos nitrogenados presentes na água. Por esta razão seria muito importante que o aquarista estivesse atento para algumas práticas de manejo relacionadas à manutenção da qualidade de água em seu aquário para prevenir infecções bacterianas.
Neste tópico iremos falar sobre a importância da qualidade de água na prevenção destas doenças, apresentar dicas sobre como controlar e monitorar a presença de compostos nitrogenados, e discutir um caso clínico típico de infecção bacteriana muito freqüentemente relatado por aquaristas e criadores. Chamaremos também a atenção para uma falha grave de muitos kits colorimétricos que não fornecem subsídios para que o aquarista determine a fração da amônia não ionizada e explicaremos a importância de estimá-la.

SUMÁRIO
1.0 A importância da qualidade de água como prevenção de doenças bacterianas
1.1 Monitoramento dos níveis de amônia e nitritos
1.2 Estimativa da amônia não ionizada
1.3 Sifonagem e Trocas parciais de água
2.0 Relação de algumas das principais doenças bacterianas de importância para peixes ornamentais
3.0 Ascite, Hidropsia, ou barriga d’água ?
4.0 Caso Clínico – Infecção bacteriana em kinguios (Carassius auratus)
5.0 Considerações Finais

1.0 A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DE ÁGUA COMO PREVENÇÃO DE DOENÇAS BACTERIANAS.

Todos nós sabemos da importância da qualidade da água para a saúde de nossos peixes ornamentais. É uma unanimidade. Agora, se perguntarmos qual dos parâmetros de qualidade de água mais predispõe ao aparecimento de doenças bacterianas, talvez muitos fiquem na dúvida. Vou ajudar na resposta com uma pergunta: por que temos que fazer sifonagens ? Vou quebrar as regras da língua portuguesa entre outras que podem ter passado despercebidas respondendo com outra pergunta: seria para remover a matéria orgânica e detritos que acumulam no fundo do aquário ?
Pois bem, na matéria orgânica sedimentada no fundo do aquário a maior parte do nitrogênio existe na forma de grupo “amino” de proteína de origem vegetal, ou animal. Plantas, folhas mortas, fezes e sobras de ração contribuem muito para aumentar esta matéria orgânica sedimentada. Através da atividade microbiana as proteínas contidas nesta matéria orgânica são desaminadas por um processo chamado de amonificação, e assim, a amônia é liberada no ambiente aquático. Esta amônia liberada no meio pela amonificação somada a amônia proveniente da excreção nitrogenada dos peixes pelas brânquias e urina, quando em excesso, causam danos aos peixes. O estresse causado por níveis tóxicos de amônia predispõe os peixes a infecções bacterianas e assim temos um ambiente favorável a bactérias patogênicas e desfavorável para saúde dos peixes.

- MONITORAMENTO DOS NÍVEIS DE AMÔNIA E NITRITOS

O acúmulo de amônia na água do aquário ocorre na ausência, ineficácia ou esgotamento de um sistema de filtragem biológica. Não podemos negligenciar os níveis de amônia em nosso aquário, porque como já foi mencionado, podem ser altamente tóxicos e letais aos peixes. O desconhecimento dos níveis de amônia e nitritos presentes no aquário é uma falha grave. Como saber se o sistema de filtragem do aquário é efetivo ? Como saber se o percentual de renovação de água e periodicidade das trocas parciais são adequados? Bom, para responder estas perguntas um teste de análise colorimétrica pode ser uma importante ferramenta auxiliar.
Uma das melhores maneiras de usarmos o teste colorimértico para quantificar amônia total, nitritos e nitratos segue um protocolo básico:
- Analisar amônia, nitrito e nitrato antes de realizar uma sifonagem e troca parcial de água.
- Repetir as análises após a sifonagem e troca parcial de água.

A análise anterior e posterior a sifonagem e a troca parcial de água permite que o aquarista compare por diferença os resultados dos níveis de amônia, nitrito e nitrato, chegando a uma conclusão sobre a eficácia de sua sifonagem e taxa de renovação de água. É simples, caso depois da sifonagem e renovação de água os níveis de amônia ainda permanecerem elevados subentende-se que a renovação foi insuficiente. Isto vale também para nitritos e nitratos. Com o passar do tempo, o aquarista já estará acostumado com as oscilações dos níveis destes compostos nitrogenados e pode determinar o número de dias necessários para repetir o procedimento e o quanto de água deverá ser renovada. Será possível também dispensar algumas vezes estas análises, pois os aquários tendem a se comportar de maneira bastante previsível. Hoje já existem algumas recomendações referentes a intervalos de sifonagem e taxa de renovação de água baseados em resultados bem sucedidos como citaremos logo mais.
Este manejo é muito importante, porque evita que o ambiente do aquário fique saturado com estes compostos nitrogenados até que o aquarista realize a sifonagem e renovação da água. Precisamos ter consciência que a amônia não ionizada é muito tóxica para os peixes mesmo em pequenas concentrações. Esta amônia é um agente estressor que além de predispor o peixe a enfermidades causa uma baixa taxa de crescimento.

- ESTIMATIVA DA AMÔNIA NÃO IONIZADA

Muitos testes colorimétricos expressam os resultados como amônia total (NH3 e NH4+) e não fornecem instruções para que o aquarista estime a fração desta amônia que é tóxica para os peixes. Para um aquarista cuidadoso mais importante do que medir a amônia total é detectar o quanto representa a amônia não ionizada (NH3), pois esta sim é tóxica para os peixes. Já a amônia ionizada (NH4+) é inofensiva exceto em concentrações muito elevadas. A detecção da amônia total é uma informação útil, porém incompleta. Serve como regra básica que o percentual de amônia não ionizada na água do aquário está muito associado à temperatura e ao pH da água. Quanto mais alta a temperatura e o valor de pH, maior será a fração de amônia não ionizada encontrada. Visto a importância de estimarmos a amônia não ionizada temos as seguintes etapas seguidas de dois exemplos logo a seguir.

Como estimar a amônia não ionizada (NH3) ?

Etapa I

1° Medir a amônia total (NH3 e NH4+) com um teste colorimétrico confiável.
2° Medir a Temperatura da Água
3° Medir o pH da água

Etapa II

1° Usar a tabela que informa o percentual de amônia não ionizada (NH3) em solução na água.
2° Executar uma regra de 3 básica
3° Verificar se o valor encontrado representa perigo, ou não para saúde dos peixes, conforme a tabela de efeito dos níveis de amônia não ionizada (NH3) para peixes ornamentais.

Exemplo 01 – Aquário de lebistes com 28°C pH 7,0 Amônia total (NH3 e NH4+) 0,5ppm, ou 0,5mg/l

Qual percentual de amônia não ionizada (NH3) ?
R: 0,697% tabelado

Qual a quantidade de amônia não ionizadana água do aquário ?
R: 0,5ppm————————100%
X——————————0,697

X = 0,5 . 0,697/100 = 0,003mg/l ou 0,003ppm de amônia não ionizada (NH3)

Este nível representa problema para os peixes do aquário ?
R: não.

Exemplo 02– Aquário de ciclídeos africanos com 30°C pH 8,5 Amônia total (NH3 e NH4+) 0,5ppm, ou 0,5mg/l

Qual percentual de amônia não ionizada (NH3) ?
R: 20,3% tabelado

Qual a quantidade de amônia não ionizadana água do aquário ?
R: 0,5ppm————————100%
X——————————20,3%

X = 0,5 . 20,3/100 = 0,1mg/l ou 0,1ppm de amônia não ionizada (NH3)

Este nível representa problema para os peixes do aquário ?
R: sim. Inclusive com efeitos sub-letais

- SIFONAGEM E TROCAS PARCIAIS DE ÁGUA

O objetivo maior em uma sifonagem é retirar as fezes, excesso de ração, folhas mortas entre todos outros dejetos encontrados no aquário. Sifonar o aquário que não seja um plantado onde o substrato não poderá ser sifonado, basta enfiar o tubo do sifão em todo substrato e assim puxando toda a sujeira, passando em todos os locais do tanque. Retirando essas partículas em decomposição, ajudará e muito na qualidade da água, se feito a cada 7 dias melhor. É comum, acumular muitos detritos sob as pedras grandes ou algum ornamento grande, por isso, retire as mesmas do lugar e com o auxílio do sifão, sugue essa sujeira. O refil do seu filtro externo, deverá ser lavado também, afinal encontram-se restos de matéria orgânica no mesmo e que estão sendo decompostas e estão na mesma água do aquário.
Efetuando essa sifonagem a cada semana, retirando cerca de 20% de água isso favorecerá a uma água sem muitos compostos que poderão prejudicar à saúde dos peixes.
A troca parcial em um aquário plantado e que contenha um substrato para as plantas, também deverá ser uma vez a cada semana, retirando como dito anteriormente cerca de 20% de água, vale lembrar que folhas amareladas em suas plantas, deverão ser cortadas e retiradas do aquário. Passe o sifão sobre a superfície do substrato, sem enfiá-lo no mesmo. Uma alimentação de qualidade e o suficiente a ser consumida pelos peixes em não mais que 5 minutos, também é importante para um boa qualidade da água.

2.0 RELAÇÃO DE ALGUMAS DAS PRINCIPAIS DOENÇAS BACTERIANAS DE IMPORTÂNCIA PARA PEIXES ORNAMENTAIS.

Nome comum da doença……………………………………Agente Causador
Septicemias hemorrágicas………………………………………………..Aeromonas móveis
………………………………………………..Pseudomonas
………………………………………………..Citrobacter
………………………………………………..Escherichia

Furunculose(úlceras na pele …………………………..Aeromonas não móveis

Doença bacteriana das brânquias……………………………..Flavobacterium

Columnariose………………………………………Flavobacterium (Flexibacter)
………………………………………….Cytophaga
…………………………………………Chondrococcus

Micobacterios(Tuberculosedospeixes)……………………..Mycobacterium

Infecções causadas porestreptococus……………………………Streptococcus

3.0 ASCITE, HIDROPSIA, OU BARRIGA D´ÁGUA ?

É muito comum, se prestarmos bem atenção, a quantidades de sinônimos utilizados por todos nós a uma doença observada em peixes ornamentais. A barriga da água, ascite, ou hidropsia, na verdade são sinais clínicos (um mesmo sinal clínico) e não uma doença propriamente dita. Estes sinais clínicos são atribuídos a duas importantes causas: um vírus que acomete ciprinídeos e causa a viremia primaveril das carpas; infeções bacterianas causadas, principalmente por aeromonas móveis. O diagnóstico diferencial confirmativo é realizado por Médicos Veterinários em laboratórios devidamente capacitados para execução destes exames. Estes diagnósticos, geralmente são realizados em pisciculturas, onde há o fator econômico envolvido. Para falar mais a respeito destas doenças seria necessário um capítulo inteiro de um livro e acredito que fuja do nosso propósito. Achei conveniente selecionar e relatar um caso clínico publicado muito comum na rotina de quem está envolvido na piscicultura ornamental e aquarismo

CASO CLÍNICO – INFECÇÃO BACTERIANA CAUSADA POR Aeromonas hydrophila Em Kinguios (Carassius auratus) ASSOCIADA A VIREMIA PRIMAVERIL (SVC)

Infecções causadas por Aeromonas hydrofila acometem diversas espécies de peixes de água doce. Ocorre normalmente no trato gastrointestinal de peixes não sendo um patógeno obrigatório. A doença causada por esta bactéria ocorre somente em peixes debilitados em condições ambientais insatisfatórias. Por esta razão as aeromonas são ditas bactéria oportunistas. A viremia primaveril, por sua vez, é causada por um vírus que acomete algumas espécies de ciprinídeos. A maioria dos casos diagnosticados envolve infecção viral associada a infecção bacteriana. No Brasil, esta patologia ainda é muito pouco divulgada na piscicultura ornamental e aquarismo. O presente caso clínico refere-se a uma mortalidade atribuída a infecção bacteriana causada por Aeromonas hydrophila associada a Viremia Primaveril (SVC) em peixes da espécie Carassius auratus, provenientes de um lago ornamental.

Os sinais clínicos dos peixes durante a inspeção visual foram:

- Perda do apetite;
- Natação irregular;
- Nadadeiras caudal, peitorais, pélvicas e dorsal hemorrágicas e filamentosas;
- Escamas eriçadas;
- Lesões de pele;
- Inchaço na região anal

Relatos de casos clínicos semelhantes a este descrito são cada vez mais freqüentes. Apesar da ausência de diagnóstico laboratorial acredita-se que estes casos sejam atribuídos aos mesmos agentes patogênicos. Para quem dedica-se aos kinguios e carpas ornamentais recomendamos atenção para os sinais clínicos apontados.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esperamos que com este material tenhamos passado um pouco de conhecimento para todos vocês sobre a questão das infecções bacterianas em peixes ornamentais. Estando disponível com exclusividade no Fórumaquário poderá ser consultado por todos aquaristas que por alguma razão necessitarem de informações sobre este tema. Bem provável que estas sejam nossas primeiras palavras para os aquaristas que vierem ao Fórum em busca de ajuda em casos típicos que envolvam a temida doença bacteriana dos kinguios.


Botia palhaço com icto 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Acara-bandeira

Muito popular o Acará Bandeira, é um peixe muito apreciado tanto por aquaristas novatos como para os mais experientes. Este ciclideo pode viver perfeitamente com muitas espécies de peixes, sendo usado em aquários comunitários. Existem vários exemplares de Bandeiras do albino ao complemente preto. O bandeira ocasionalmente pode tentar brigar com peixes de sua espécie ou de outras, portanto devemos adquiri-los ainda na fase juvenil, para uma ótima adaptação. Devemos cria-los em Aquários a partir de 50 litros , mas o ideal é em um volume de 200 litros. Aceita rações em sua dieta facilmente, nas devemos oferecer alimentos vivos pelo menos uma vez por mês. O bandeira é um tanto temperamental, as vezes fica parado na parte traseira do aquário, não significando necessariamente que esteja doente. O que acontece é que se assustem facilmente, principalmente os mais velhos. Adquira sempre de 3 a 4 exemplares de uma só vez, pois gostam de ficar em grupos. 
A reprodução do Acará Bandeira se torna simples quando encontrarmos o par certo para o acasalamento. Como a distinção dos sexos é extremamente difícil. Como nos discos , deveremos adquirir pelo menos 6 exemplares e observar por algum tempo o casal que se formou. Observaremos o par sempre junto e tentando expulsar outros peixes(Bandeiras) por perto. Este é um sinal que o par vai acasalar.


Se o aquarista puder ajudar, as chances da desova ter sucesso é grande em um aquário comunitário. Geralmente os Bandeiras desovam em vidros ou troncos, e protegem os avos bravamente. Se você não possuir peixes predadores, terá tempo de acompanhar a desova e algumas horas depois pode retirar com ajuda de uma mangueirinha sugando-os para um outro aquário onde acontecerá a eclosão(três dias depois da desova), já que neste ponto não se faz mais necessário a presença dos pais. O aquário de reprodução deve ter apenas equipamentos obrigatórios (inclusive um filtro biológico de espuma) com uma temperatura da água igual a de onde foi retirado os ovos . Gradativamente o aquarista deve corrigir essa temperatura a 28 graus. A água também deve ser do aquário de origem, para que os ovos não corram o risco de variações violentas de condições da água. Após a eclosão os alevinos, ainda permanecerão com o saco vitelino e grudados em qualquer o parte do aquário, devemos usar uma oxigenação e movimentação da água bem fraca. Devemos retirar os ovos "gorados" (os brancos opacos) para que não prejudiquem os fecundados. A natação livre dos alevinos será após três dias da eclosão e o aquarista deverá alimenta-los imediatamente depois que perderem o saco vitelino com nauplius de artemias eclodidas na hora. Deve-se calcular os dias exatos da eclosão tanto dos bandeiras como das Artemias, para que você não fique sem poder alimento-los após a natação livre dos alevinos. Apenas depois de 20 dias, poderemos mudar a dieta dos Bandeiras com rações para filhotes. 
TemperaturaReproduçãoOrigemPhDhIluminaçãoAlimentação
25 a 27 GOviparaAmerica do Sul6.8 a 7.08Média 10 hs DiaCentro
Fonte: http://www.aquallun.com.br/Bandeira.htm


Acará-diadema







Acará-diadema
(Geophagus brasiliensis)










Nome Comum em Português:Acará, Acará-diadema, Acará-ferreira, Acará-topete, Acaraí, Papaterra
Nome em Espanhol: Cíclido perla
Nome em Inglês: Pearl cichlid, Pearl eartheater
Nome Científico: Geophagus brasiliensis
Família: Cichlidae
Subfamilia: Geophaginae
Ordem: Perciformes
Classe: Actinopterygii
Importância: Aquário , comercial
País de origem: Brasil (Sergipe, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).
Obs: Introduzido nos EUA, Filipinas e Austrália. ( e transformado em jak dempesey )
Comprimento máximo: 28,0 cm
Reprodução: ovíparo desova em pedras e gruta.
Água: indiferente (6,8 a 7,2)
Temperatura: 22 a 28c.
Aquário: médio a grande.
Comportamento: pacífico porém territorialista
Alimentação na natureza: É de hábitos onívoros, comendo uma ampla variedade de alimentos no fundo, os quais são triados com sua boca protrátil.
Alimentação em cativeiro: alimentos vivos, patês, aceita ração - onívoro
Habitat: O acará é especializado em ambientes de águas paradas, mas é também comum nos rios, especialmente nos remansos ou nas margens com vegetação abundante.
Aparência: Sua coloração é realmente magnífica, e se fosse um peixe asiático talvez seria mais apreciado. Suas cores vermelhas, azuis e faixas turquesas lhe garantem, pelo menos, um bom lugar nos aquários de outros países.
Reprodução: Na época de reprodução, o casal limpa uma área de fundo arenoso, e o defende contra intrusos. O número de ovos não é muito elevado, sendo que o macho toma conta dos filhotes recolhendo-os na sua cavidade bucal.

O acará é uma das espécies mais comuns nas bacias do rio Doce e do Paraíba do Sul, ocorrendo também na bacia do rio São Francisco. Ele pertence à família do tucunaré e da tilápia, e como esta última espécie, apresenta espinhos defensivos nas nadadeiras dorsal, ventral e anal. O acará é de natureza plástica e flexível, e por esse motivo é uma das poucas espécies que se adaptam muito bem às condições de reservatórios.

Fontes de pesquisa: Alcon
http://www.lagoadosanjos.hpg.ig.com.br/peixes.htm
http://www.aquahobby.com/zeco/especie.php?esp_id=892
http://www.fishbase.org/summary/SpeciesSummary.php?id=4751 Autora: Lucia Helena Salvetti De Cicco










Peixe jeck joy




descrição zoológica:

Nome: Cichlasoma octofasciatum

Comprimento:20cm

espaço para um bom convívio:200L

pH: 6.5 a 7.0

Temperatura da água favorável para a sua criação: 24ºc

Origem: Guatemala, Honduras, Yucatan

Descrição socio-comportamental :
Peixes agressivos e territorialista, o que faz recomendo observar bem para que ele não venha a matar outros peixes mais dóceis ou menores, Ele deve de preferência ser criado sozinho. Recomenta-se alimenta-los com rações vitaminadas e com pedaços carne, já que seu abito alimentar é carnívoro. São animais rústicos que resistem muito bem a variações de temperatura e PH.


quando acostumados de pequeno pode comer o alimento na mão da pessoa que for alimenta-lo.

 




jeck joy azul

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Reprodução de betas

       Enquanto navegava pela net, achei um arquivo muito massa, é um relato sobre reprodução de betas, esta, foi registrada faze, por faze desde o cruzamento até a estagio adulto dos alevinos.
Se liguem ai:


''Reprodução de bettas 

Os Bettas, se forem saudáveis e se estiverem convenientemente preparados, irão originar uma descendência entre 30 a 500 alevins. Á medida que os alevins se vão desenvolvendo, deve-se ter em atenção as possíveis lutas que possam ocorrer entre eles, separando-os. Deste modo, é necessário ter disponível diversos aquários para esse fim.
Para facilitar o “abraço nupcial” (etapa 9) devem ser seleccionados exemplares em que o macho é maior que a fêmea. Para além deste aspecto, este deve realizar pequenos ninhos de bolhas no seu aquário individual, indicando que está apto para a reprodução.
Após a escolha, deve-se realizar uma série de passos simples, mas essenciais para obter bons resultados.
Nas primeiras duas semanas:
1) A alimentação dos progenitores é de extrema importância, pois irá determinar o número de ovos e de esperma produzido por cada um. Desta forma, neste período de tempo, dever-lhes-á ser proporcionada uma alimentação variada, como larvas de mosquitos, de Artémia, granulado/flocos próprio para Bettas entre outras coisas.
2) O aquário do macho deverá ser colocado junto ao da fêmea de modo a que se possam observar mutuamente.
3) Deverá ser montado um aquário, sem filtro nem areão, apenas com uma pedra difusora que irá servir como aquário de reprodução. Neste, a água não poderá exceder os 10 cm de altura, uma vez que, iremos reduzir a pressão exercida por esta nos futuros ovos, devendo estar a uma temperatura de 27ºC sem oscilações. Este aquário deverá ainda possuir plantas aquáticas verdadeiras que irão proporcionar protecção á fêmea, suporte ao ninho de bolhas que o macho irá construir e facilitarão a alimentação dos alevins, uma vez que nelas se irão desenvolver, com maior facilidade, pequenos animais. Desta forma, existem algumas plantas mais indicadas para este efeito e que são extremamente fáceis de se manter, não sendo necessário cuidados com a água, luz e adubos. Exemplos destas plantas são: musgo de java (Vesicularia dubyana); Samambaia de Java (Microsorum pteropus); Valisneria sudamericana (Vallisneria Gigantea)
4) Após as duas primeiras semanas, o macho pode ser colocado no aquário de reprodução. Depois de um ou dois dias da sua introdução, coloca-se a fêmea num recipiente transparente (como por exemplo um tubo transparente) e de fácil remoção, o qual a irá proteger das investidas do macho. Dar-se-á início do cortejo, no qual o macho abre as suas barbatanas e os opérculos.
5) O macho, se interessado na fêmea, irá dar inicio á construção do ninho de bolhas, o qual deverá estar concluído ou no final do primeiro ou segundo dia após a inserção dos dois exemplares no aquário de reprodução. Se tal não acontecer, pode indicar ou que o macho não esta pronto para a reprodução ou que não está interessado na fêmea, não devendo prosseguir-se com a tentativa de procriar.
6) Após a conclusão da construção do ninho de bolhas, a nossa atenção desvia-se para a fêmea. Esta deverá apresentar uma coloração com riscas verticais quando observar o macho e uma forma particularmente arredondada, indicando, desta forma, que está pronta para o acasalamento. Contudo, em animais com colorações mais claras essas riscas não são visíveis, tendo-se apenas em atenção o segundo aspecto.
7) Juntamos os dois exemplares com cuidado para não destruir o ninho de bolhas e iremos observar que o macho irá nadar atrás da fêmea e atacá-la. No entanto, este é um comportamento normal da espécie, de modo a que o aquarófilo não deverá intervir a não ser que observe que a fêmea possa correr perigo de vida.
Após 12 a 24 horas de estarem juntos o macho irá conduzir a fêmea ao ninho de bolhas.
8) A fêmea irá inspeccionar o ninho e, quando chegar a altura, por debaixo deste, ambos iram começar a nadar em círculos.
9) Até que ocorrem os abraços, o macho dobra-se sobre a fêmea comprimindo-a de modo a facilitar a saída dos ovos ao mesmo tempo que os vai fecundando.
10) Após cada abraço a fêmea fica imóvel e flutua. Nesse período de tempo em que não se mexe, o macho aproveita para apanhar do fundo do aquário os ovos com a boca e colocá-los no ninho, pois, á primeira oportunidade, a fêmea come-os, apesar de se já ter sido observado fêmeas a ajudarem o seu companheiro na recolha destes.
11) Quando os abraços terminam, deve-se retirar com cuidado a fêmea (que tem que ser submetida, mais uma vez, a um regime variado de alimentos, de forma a que recupere rapidamente das lesões sofridas e do esforço), sem destruir o ninho de bolhas, que vai ser guardado pelo macho e será este que tomará conta dos alevins quando nascerem.
Deve-se ter em atenção que, os caracóis de água doce, que possam existir no aquário, muitas vezes comem os ovos que se encontram no ninho de bolhas.Por vezes o macho apercebe-se e tira-os com a boca. Contudo, os moluscos para evitarem a acção do progenitor dirigem-se para o seu alimento pela parte exterior das bolhas, tornando-se impossível a acção do macho.

12) Os alevins irão eclodir passados 2 ou 3 dias. Estes são de reduzidas dimensões (cerca de 2mm) e estão sempre a ser vigiados pelo macho, o qual irá colocá-los no ninho sempre que se afastem ou que vão ao fundo.
13) Quando os alevins nadarem horizontalmente (no quinto dia de vida) é a altura de retirar o macho, pois este poderá comê-los.
Os alevins
Nos primeiros quatro dias os pequenos peixes apenas se irão alimentar do seu saco vitelino, não devendo assim, colocar alimento na água, pois só irá fazer com que esta se polua.
Após retirarmos o macho, devemos começar a alimentar os alevins quatro a cinco vezes ao dia em pequenas quantidades, mas tendo em atenção de que, como os alevins são muito pequenos, têm que comer um alimento rico em lípidos e de pequenas dimensões de forma a que seja facilitada a sua ingestão e que lhes permita desenvolver. Assim, existem vários alimentos adequados para este efeito, como infusórias que aparecem nas plantas, alimento líquido (JBL Nobil Fluid), larvas de Artémia salina (Nauplios) e/ou alimentos granulados de pequenas dimensões produzidos para alimentar crias de Bettas.
É nos primeiros quinze dias que se encontra a fase crítica do desenvolvimento das crias dos Bettas, pois é nesta altura que se formam os labirintos nos alevins. Desta forma, o aquário deverá estar tapado, de modo a reduzir a diferença de temperatura do ar e da água. Caso exista diferença, toda ou praticamente toda a ninhada morre.
Após o primeiro mês começa-se a proceder ao acréscimo de água (cerca de 1cm por dia), minimizando os efeitos das hormonas produzidas por cada alevin, uma vez que eles ao produzirem-nas vão fazer com que os restantes Bettas que se encontram no aquário tenham mais dificuldades a desenvolverem-se.
Ao mês e meio podem-se começar a mudança de água parcial.
Algumas fêmeas:
O grupo de fêmeas:
Os dois primeiros machos são da criação:
Uma colisa que também quis ficar na foto:
http://www.mundodosanimais.pt/peixes/reproducao-bettas/ ''

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Paulistinha Rosa e outras pigmentações

Ai pessoal encontrei um arquivo muito interessante enquanto estava navegando na net, se liguem só   Paulistinha Rosa.
Legal né?
 Então estes são paulistinhas geneticamente modificados contêm genes de um coral, que produz uma proteína fluorescente vermelha para dar o peixe um tom de rosa brilhante e faz com que fique fluoresce sob luz noturna. Esses são comerciados nos Estados Unidos (Califórnia impôs uma proibição) e (aparentemente) em Taiwan, Cuba, Malásia, Hong Kong e agora Brasil.( eu já vi aqui em lagarto por 7,50 cada).
Veja outras variedades de pigmentações abaixo:
É interessante saber que existem essas variedades de pigmentações por modificações genéticas, só não sei o que podem causar no paulistinha, mas que tem alguns efeitos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

peixe corró

          Desculpas galera por esse longo espaço sem postar, pois estava em  meio de  uma  longa jornada e nessa encontrei vários peixes que em minha opinião deveriam entrar na aquarofilia  entre esses achei um ciclideo cujo o nome popular  é corró e o científico, eu não sei. ;-)
          Bem piadinhas a parte. Esse peixe é muito popular em rios e açudes no nordeste Brasileiro, muitos o considera sinônimo de breguicie, acho um grande insulto para um peixe tão inteligente e doscio pois este além de conviver com outros peixes tranquilamente, possui alguns habitos como, reconhecimento do criador, mansidão extrema quando acostumado desde o inicio de sua criação, e outras lambem iguais a do oscar.
          O corró tem como características físicas corpo prateado com uma listra preta no corpo, e formato  disco-alongado.
           Hoje já se encontra o corró em algumas lojas de aquários, mas sem muito valor comercial, no entanto alguns cientistas estão trabalhando com a especime para agregar maiores e mais destacastes características fisicas, sendo prevalecida as suas características emocionais e sociais.
(wallison olyver;22 de fevereiro de 2012)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como iniciar uma criação semi comercial de Guppys

http://guppy-blog.blogspot.com

Como iniciar uma criação semi comercial de Guppys

















Como iniciar uma criação seletiva profissional de Guppies


- Constroi uma estufa específica para este fim (veja projecto anexo)
- Adquire de um criador de confiança : 1 macho e duas fêmeas da mesma linhagem .


Estes peixes, geralmente, só podem ser encontrados em criadores profissionais, membros de associações reconhecidas . São peixes de raça pura, geralmente vendidos em trios - um macho e duas femeas virgens e entregues pelo correio com todas as garantias . Com qualquer outra forma de compra não terás garantia da linhagem do macho, geneticamente falando (recessividade) e as fêmeas devem ser virgens, pois a femea de guppy consegue armazenar diversas crias após um único cruzamento e possui dois úteros distintos, embora muitos criadores afirmem que femeas não virgens prestam-se para a criação , desde que cruzadas com machos reconhecidamente puros . Procura utilizar fêmeas virgens com menos de 5 meses . Os machos não deverão ter a cauda muito grande.

CONDIÇÕES DE HABITAT
Água : pH em 7.2
Temperatura : 25 a 28 º C
Trocas de água : 50 % do total por semana
Iluminação : 15 w para cada aquário (usa uma telha transparente na estufa para aproveitar a luz do dia (medida econômica) .
Plantas : soltas (elódea, cabomba, musgo java, ...)
Aquários : sem substrato (cascalho) com filtragem fraca
Alimentação : 3 vezes ao dia

AQUÁRIOS – DIMENSÕES
Cruzamento : 20 a 30 litros = matrizes principais
Parto A e B : 20 litros (muitas plantas soltas)
Descendentes machos e fêmeas de A e B – 20 l cada (total 4 aquários)
Peixes para comercialização - descartes dos descendentes de A e B
– 200 a 500 litros (caixa d’água) – machos
- 200 a 500 litros (caixa d’água) – fêmeas



O esquema acima traz uma sugestão de cruzamentos entre matrizes e descendentes, afim de que se obtenha um produto final (peixe) que conserve as melhores carcterísticas da espécie. Obviamente existem muitos outros sistemas de cruzamento visando uma melhor selecção genética utilizado por criadores profissionais. Clik na foto para ampliar.



O QUE DEVES SABER PARA INICIAR UMA CRIAÇÃO SELECTIVA PROFISSIONAL DE GUPPIES
Gestação : 30 dias
Maturidade sexual : 3 meses (já se reproduzem) .Coloca as matrizes no aquários de reprodução (trinca) . Após 3 dias separa as fêmeas e coloca-as nos aquários A e B para soltarem as crias (estes aquários deverão estar muito bem plantados) . Os filhotes machos serão colocados nos aquários A1 e B1, respectivamente e os filhotes fêmeas serão colocados nos aquários A2 e B2 . (a separação entre sexo deverá ocorrer antes dos 60 dias de idade) . Após 4 meses escolhe 2 peixes de cada aquário para futuras matrizes reprodutoras. Escolhe machos com corpo largo e bem desenvolvido . Retira os maiores . No caso das fêmeas prefere aquelas com corpo bem desenvolvido, boca bem apontada para cima e nadadeira caudal em forma de leque ligeiramente triangular (nunca redonda ou oval ). Das novas matrizes seleccionadas, escolhe um trio (um macho e duas fêmeas) ou mais (conforme disponibilidade de aquários) e substitui as matrizes originais por estes novos trios.

Descarta as matrizes originais. Comercializa-as. Inicia novamente todo o processo de cruzamento, selecção e descarte. Os peixes não escolhidos para matrizes ocuparão as caixas d’água 1 (machos) e 2 (fêmeas) e serão destinados a comercialização .

O QUE DEVES SABER SOBRE A MONTAGEM DE UMA ESTUFA
O sucesso de uma criação está na montagem de uma estrutura própria para armazenamento dos peixes, separação e manipulação . Em primeiro lugar deves obrigatoriamente ter um espaço reservado na tua casa para a construção da estufa que medirá 3x2 metros com pé direito (altura) de 2,3 metros (no mínimo) .
Assim :






Estufa caseira para a criação de guppies - clik na foto para ampliar.


As paredes internas da estufa deverão ser pintadas com cal, pois isto ajuda na higienização do ambiente. Utiliza telhas de amianto e no mínimo uma telha de fibra plástica transparente para aproveitar a luz do dia dentro da estufa . O chão da estufa não poderá ser de piso de madeira ou carpete. Prefire cimento liso ou piso frio e deverá ser perfeitamente alinhado (estar no nível) .Faça previamente um sistema com ralo grande no chão da estufa próximo às estantes de aquários . Isto facilitará a manutenção. É ideal também que haja uma pequena pia na estufa, ou no mínimo uma torneira com rosca para mangueira. Não guardes rações ou medicamentos dentro da estufa, pois o ambiente úmido e abafado favorece à sua deterioração. Conserva equipamentos como mangueiras de jardim, sifões, reservatórios de água para as trocas constantes (podem ser estes garrafões usados para venda de água mineral). Tem pelo menos uns 6. Jamais utilizes água directo da torneira para fazer a troca parcial nos aquários, a não ser que esta água seja pré condicionada. Guppys adoram trocas parciais e desenvolvem-se muito bem quando elas são feitas umas duas vezes por semana - (25% do total de cada vez, totalizando 50% por semana ).
Monta as estantes para os aquários com madeira – caibro (de boa qualidade) ou então utiliza estantes de aço – tipo de escritório. Podes ainda fazer estantes de ferro e depois pinta-las com anti ferrugem. Existem barras de ferro próprias para isto e o serralheiro poderá fazer. Basta dar as medidas dos aquários que ele as cortará e soldará. Compra as barras de ferro e pede apenas para cortar e soldar (se for num mecânico sai muito mais barato) – verifica o tipo de solda ideal (resistência). Instala alguns soquetes para lâmpadas fluorescentes (com calha). Prende-as na parede que fica atrás dos aquários. Duas lâmpadas fluorescentes para cada três aquários (andar da estante) deve bastar. Deverá haver uma média de 15 watts para cada aquário (entre 10 e 20 watts). No sistema de filtragem poderás utilizar filtragem comum com compressores de ar e filtros de espuma. Biológico (fbf) é impossível – não terás cascalho para segura-lo além de não ser aconselhável. Utiliza divisores de ar ligados as mangueiras que distribuirão o nível de ar que moverá os filtros em cada aquário.
Se utilizares um sistema dry wet, conforme consta no projecto, não te esqueças de instalar registros no canos que levam água para os aquários, a fim de que possas esvazia-los individualmente. A maior vantagem do dry wet é que poderás utilizar um único termostato e bomba submersa dentro dele que filtrarão e aquecerão todos os aquários. Deixa para instala-lo quando já estiveres perfeitamente adaptado com a criação. A maior desvantagem de um filtro do tipo dry wet é que no caso de doenças, todos os peixes estarão submetidos à mesma água e aos organismos patógenos ali existentes. Uma boa solução para minimizar este problema é o uso de um filtro uv integrado ao dry wet. Começa devagar. Caso optes pela filtragem simples, utiliza aqueles aquecedores elétricos que ficam de pé e parecem uma máquina de secar cabelos de mulher (estas que tem em cabelereiro). Este tipo de aquecedor também é utilizado em avicultura . Nesta área existem também opções de aquecedores a gás (bem mais econômicos) chamados campânulas .


foto : macho de guppie endlers adulto - fonte : consta na própria foto
Campanulas utilizadas para o aquecimento de estufas

foto : fêmea de guppy endlers adulta - fonte : consta na própria foto .
Estende um plástico grosso transparente a cerca de 10 cm. abaixo das telhas. Isto ajudará na retenção de calor no interior da estufa. A porta da estufa deverá ser revestida (do lado de dentro) com uma placa de isopor em toda a sua extensão. Isto evitará que ela empene devido ao calor e a umidade. Utiliza um termômetro normal para assegurar que a temperatura média dentro da estufa se mantem sempre entre 30 e 35 º. Segundo experiências de criadores, acredita-se que os Guppus criados em estufas têm as nadadeiras maiores e o corpo um pouco menor do que outros que são criados em tanques ao ar livre.


O QUE DEVES SABER SOBRE OS CUIDADOS COM OS ALEVINOS
Após o parto a fêmea deverá ser retirada do aquário (bem plantado - plantas soltas) onde ficarão os alevinos . Deve ser colocadas num aquário vazio (é por isto que sobram dois na estante do projeto da estufa ) para descansarem durante 3 a 4 dias no período pós parto e devem receber alimentação rica em artêmias neste período. Após isto, já podem voltar ao aquário de cruzamento e reiniciar o ciclo. Espera pelo menos uma semana para trocar os alevinos de aquário e assegura-te que os níveis da água são semelhantes em ambos os aquários . Os alevinos são bastante sensíveis a mudanças bruscas na temperatura ou qualidade da água (pH, kH, etc..). Mantem a temperatura constante de 27 º C para os alevinos .

Ofereçe-lhes, sempre que possível, náuplios de artemia salina e/ou microvermes (vermes de aveia) . Isto acelera o seu desenvolvimento. Alimente-os 4 vezes ao dia em pequenas quantidades. Isto também os faz crescer rápido. As algas fazem parte da alimentação dos alevinos . Neste caso capricha na iluminação e nas plantas para propiciar um bom crescimento de algas. Eles gostam e desenvolvem-se mais na água verde. Mantem a água em óptimas condições de limpeza. Utiliza filtragem fraca, sifonagem e trocas parciais constantes. Após 30 dias os alevinos começam a alimentar-se como adultos .

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Para quem que criar ou cria ciclideos africanos

Guia de Criação de Ciclídeos Africanos
Luis Cláudio Esquárcio
1 - Introdução
Os Ciclídeos Africanos tem a sua origem em várias regiões. Existem ciclídeos na África Ocidental, Oriental, nos rios africanos e nos chamados "Rift Lakes". O termo "Rift Lakes" aplica-se aos três principais lagos do continente africano: Lagos Victoria, Tanganyika e Malawi. Entre estes lagos rochosos, o que abriga o maior número de espécies é o Lago Malawi (mais de seiscentas espécies catalogadas - mas mais da metade já extintas). A maioria das espécies que habitam estes lagos são endêmicas, isto é, apenas são encontradas no respectivo lago.
1.1 - Características Gerais
Ciclídeos do Lago Malawi pertencem a dois grupos distintos: Mbuna (peixes que habitam a parte rochosa do lago) e Non-Mbuna (todos os outros) - outros nomes associados a este último grupo são: Utakas e Haplochromis (Haps).
Mbunas são menores, mais activos e agressivos que os non-mbunas, são usualmente herbívoros, alimentando-se basicamente de algas rochosas e pequenos crustáceos. Os principais géneros são: Pseudotropheus, Melanochromis, Labidochomis, Labeotropheus, Cynotilapia, Gephyrochomis, entre outros.
Non-mbunas são menos agressivos (para os padrões dos ciclídeos africanos!) principalmente porque os seus territórios não são tão pertos entre si e são menos definidos (por habitarem a parte mais aberta do lago); são maiores que os mbunas e são na sua maioria omnívoros (alimentando-se de alevins, pequenos invertebrados, plancton, etc). Os principais géneros são: Aulonocara ("Peacocks"), Haplochromis ("Haps").
Tipicamente os ciclídeos do Lago Tanganyika desovam no substrato, e alimentam-se de plancton, microcrustáceos e alevins (micro-predadores e omnívoros). Os principais géneros são: Tropheus, Lamprologus, Neolamprologus, Julidochromis.
No entanto, estas características são apenas generalizações, e certamente existem muitas excepções. Por exemplo, a Cyphotilapia do Lago Tanganyika atinge até 35 cm, e alguns shell-dwellers podem apresentar um comportamento agressivo comparável aos mbunas. E, do mesmo modo que os ciclídeos do Malawi, existem Tanganyikas predominantemente herbívoros, omnívoros e predominantemente carnívoros.
1.2 - Dimorfismo/Dicromatismo
Em várias espécies, normalmente o macho é maior e possui coloração mais vistosa que a fêmea. Entretanto, enquanto alevins, todos possuem a coloração da fêmea, não sendo possível distinguir o sexo pela cor. Somente quando juvenis, ou mesmo adultos em algumas espécies, é que a cor definitiva aparecerá. Em algumas situações, entretanto, um macho adulto poderá tomar a cor da fêmea. Por exemplo, quando um macho não dominante é seguidamente atacado pelo dominante (não necessariamente da mesma espécie), o primeiro pode adquirir a coloração da fêmea da espécie, camuflando-se como proteção. O modo correcto de distinguir o sexo é verificando os canais genitais, que nas fêmeas são maiores e mais arredondadas (para facilitar a desova). Alguns criadores distinguem os machos pelas barbatanas mais pontiagudas. Este método, porém, além de subjectivo, não é visível em alevins e juvenis.
2 - Tamanho do Aquário
Considerando (a) o tamanho médio dos ciclídeos africanos (Tangs: 6-10 cm; Mbunas: 12-15 cm; non-Mbuna: 20-30 cm); (b) que quase todas as espécies são territorialistas/agressivas; (c) que estes procriam com frequência (quando bem adaptados ao ambiente) e (d) que a decoração do aquário ocupa muito espaço, o volume mínimo adequado para a criação significativa de ciclídeos africanos seria de aproximadamente 200 litros (100x50x40 cm). Entretanto, para observar o comportamento singular e a procriação destes peixes de maneira adequada e satisfatória, o aquário ideal deveria ter mais de 350 litros (150x50x50 cm). Em tanques menores poderiam co-habitar espécies menores ("mbunas dwarf rock-dwellers", Tangs "shell-dwellers" e Victorian Haps), mas mesmo assim em número reduzido. Em todos os casos a proporção ideal é de cerca de 15-20 litros/peixe. Deve-se dar preferência a aquários mais largos do que altos, em função da decoração: 10 cm a mais num aquário rochoso fazem uma diferença significativa. Ex.: um aqua de 200 L com medidas 100x50x40 (CxLxA) será mais bem melhor aproveitado do que um de 100x40x50.
3 - Parametros Da Água:
3.1 - Temperatura
Temperatura entre 24-27°C. O ideal seria mantermos a temperatura entre 24-26°C pois: (a) temperaturas mais altas aceleram o metabolismo e consequentemente o apetite, aumentando a agressividade; (b) quanto mais alta a temperatura menor a taxa de oxigénio dissolvido na água. Em duas situações seria interessante aumentar a temperatura até o ponto (29-30°C): (a) para promover a desova/procriação e (b) aumentar o apetite e consequentemente o crescimento dos peixes (principalmente dos alevins).
3.2 - Amónia/Nitratos/Nitritos
Todos os peixes em geral são sensíveis à amónia, mas esta é potencialmente mais tóxica para os ciclídeos. A amónia num pH alcalino é muito mais tóxica do que num pH neutro (vide aquas marinhos). Daí a importância: (a) da ciclagem; (b) de uma boa filtragem biológica/mecânica/química; (c) das trocas parciais de água mais frequentes e (d) do controle populacional.
3.3 - O2 x CO2
Os ciclídeos africanos necessitam da água com alto grau de oxigénio dissolvido e baixo grau de CO2. A ausência de plantas dificulta a manutenção deste parâmetro. Se criarmos uma forte movimentação na superfície da água, aumentaremos as trocas gasosas (dissolução de O2 e evaporação de CO2), então, teremos uma concentração maior de O2 e menor de CO2 (vide aquas marinhos). Quanto maior a movimentação/corrente da superfície menor a quantidade de CO2 e consequentemente maior o pH (basta verificar isto em uma tabela conjugada pHxKHxCO2).
3.4 - pH
Os ciclídeos africanos, ao contrário dos americanos, necessitam de água extremamente alcalina. As faixas típicas para os três lagos são:

Victoria: 7.2-8.6 Malawi: 7.4-8.6 Tanganyika: 7.8-9.0

Estes são valores aproximados, e claro, vão variar naturalmente em diferentes épocas do ano nestes lagos (em função da salinidade, da temperatura etc). É recomendado manter o aquário com pH estável entre 8.2-8.4, que seria uma faixa média, apropriada para os peixes dos três lagos. Como vimos no ítem anterior, a forte movimentação da água ajuda a aumentar o pH, porém outros fatores conjugados também interferem directamente no pH. É o que veremos nos próximos dois itens.
3.5 - KH / NaHCO3
A dureza dos carbonatos (KH) refere-se ao grau de dissolução de carbonatos e bicarbonatos na água. Quanto maior o grau, mais dura é a água. O KH é o responsável pelo tamponamento, que é a capacidade de manter o pH estável. A água dos Rift Lakes contém muito carbonato dissolvido, deixando o KH entre 8-10 (moderadamente dura). Adicionando (nas trocas parciais) Bicarbonato de Sódio (NaHCO3) na proporção aproximada de uma colher-medida cheia para 150 litros de água nova, tamponaremos o pH em aproximadamente 8.1-8.5, dependendo do pH inicial e do movimento de superfície da água.
3.6 - GH / CaCO3
A dureza geral (GH) refere-se à concentração geral/total, principalmente de magnésio e cálcio dissolvidos na água. A relação entre GH e pH é muito pequena, mas é importante para algumas espécies de plantas e peixes. Nos Rift Lakes, a água contém alta concentração de magnésio, deixando o GH entre 10 e 12. Para elevar o GH (e consequentemente o KH), adicione carbonato de cálcio (CaCO3). Sulfato de magnésio pode ser usado para endurecer a água no lugar do cálcio, entretanto, utilizando substratos calcários (halimeda, aragonite, dolomita) o GH/KH ficará estável, sem a necessidade de adicionar estes produtos.
3.7 - Salinidade
A água dos Rift Lakes possui alto grau de sais dissolvidos, mas não do sal comum NaCl, portanto é um erro comum achar que a água dos ciclídeos africanos é salobra. Para suprir a água do tanque de potássio e elementos traços, utilize 1 colher de sal próprio para ciclídeos africanos (não iodado). Não é recomendável a adição de NaCl, salvo sob condições particulares (controle de bactérias, etc.)
4 - Filtragem
Os ciclídeos africanos comem muito, produzindo muitos dejectos que se acumulam rapidamente no aquário. Como não há plantas no tanque, toda a sujidade deve ser removida pela filtragem. Então, quanto mais forte for esta, melhor. Sugere-se um filtro externo com circulação de pelo menos 6 vezes por hora o volume do aquário, acrescido de bombas submersas acopladas a esponjas que (a) aumentam a filtragem biológica e (b) aumentam a corrente interna, mantendo os dejectos mais tempo em suspensão, sendo recolhidos pelo filtro externo. Quando houver "superpopulação" (descrito adiante), devemos ter também uma "superfiltragem" de pelo menos 8x volume/hora.
4.1 - Trocas Parcias
Devido (a) ao facto da amónia/nitratos serem muito mais tóxicos em água alcalina; (b) à ausência de plantas e (c) à superpopulação, a qualidade da água em tanques de ciclídeos africanos deteriora rapidamente. Trocas frequentes tornam-se imprescindíveis, fazendo com que os peixes permaneçam saudáveis e tenham as cores realçadas. Pelo menos 20-30% semanais atendem a esta necessidade. A água de torneira, normalmente utilizada nas trocas, contém cloro/cloraminas. É necessário adicionar um condicionador (tipo "AquaSafe") para eliminá-los junto com os demais metais pesados.
5 - Decoração:
5.1 - Iluminação
Por não haver plantas, a iluminação não necessita ser forte. 0,5 W/L de iluminação fluorescente normal é o suficiente (incluindo, neste valor, uma lâmpada azul actínica, para realçar a coloração dos peixes).
5.2 - Substrato
O cascalho correcto num aquário de ciclídeos africanos é de vital importância para um bom desenvolvimento do aquário. É ele que tampona o pH num "reef doce". Logo abaixo são citados alguns tipos de cascalho indicado para ciclídeos africanos:
African cichlid mix - cascalho importado dos EUA, de excelente qualidade, promove um aumento de biologia pela estrutura porosa, e mantém um pH alto recomendado. Na cor cinza/branco/grafite, é altamente recomendado.
Halimeda - cascalho normalmente usado em aquário de corais, possui todos os elementos bioquímicos recomendados para este aquário. Possui a vantagem de ser nacional e ter um custo mais reduzido. Consegue manter uma dureza alta e um pH excelente.
Caribean Sea Aragonite - cascalho importado dos EUA, normalmente usado nos grandes aquários de ciclídeos africanos, pela sua excelência bioquímica e pela sua bela cor branca que realça as cores dos peixes. É pesado com granulagem média-fina, mantém o pH alto e dureza correcta.
Dolimita - cascalho mais comum, possui características alcalinizantes e preço baixo, mas não é recomendável. Desvantagem: perde com o tempo a sua força alcalinizante e altera pouco a dureza da água por não ser de material exclusivamente calcário.
Cascalho de conchas - muito comum no passado para aquários marinhos, é recomendável para ciclídeos mas não se dissolve bem com o tempo, perdendo o poder de tamponamento que os três primeiros possuem.
5.3 - Pedras
O aquário de ciclídeos africanos deve ser decorado com areia e rochas, em quantidade apropriada para simular o ambiente natural dos Rift Lakes habitado pela maioria das espécies escolhidas para o aquário. As tocas servem de abrigo e como "ninho" para reprodução. As tocas serão ocupadas e se tornarão territórios defendidos agressivamente (principalmente durante a desova). As rochas, cobertas de algas, servem de fonte de alimento para os herbívoros. A movimentação forte da água evita que depósitos de sujeira acumulem-se entre as rochas. A agressividade está ligada à quantidade de tocas, uma vez que quanto menos tocas, mais disputa por elas.
5.4 - Plantas
Normalmente não são usadas em aquários de ciclídeos africanos. A maioria deles são parcialmente ou totalmente herbívoros, tendendo a comer quase todas as espécies de plantas. Além disso, o pH muito alto, com baixa quantidade de CO2 dissolvido, não favorece o crescimento da maioria das plantas.
6 - Alimentação
Os mbunas são basicamente herbívoros, enquanto os non-mbunas são omnívoros, assim como a maioria dos Victorian Haps e Tangs (uma importante excepção são os Tropheus e Góbios que são herbívoros quase que exclusivamente, qualquer dose maior de proteína animal é suficiente para adoecê-los). Entretanto, todos os ciclídeos africanos tenderão a comer qualquer alimento oferecido. O problema é que uma dieta errada poderá causar uma doença fatal nos ciclídeos africanos chamada "Malawi Bloat" (mais a seguir). O ideal é alimentá-los 2-3 vezes/dia, o suficiente para o consumo em até 2 minutos, deixando-os em jejum 1 dia na semana. Uma alimentação 90% herbívora e 10% animal (artémias) é a combinação ideal. A alimentação está ligada à agressividade, como veremos a seguir.
7 - Agressividade
Quase todas as espécies são territoriais e intolerantes com (pelo menos) sua própria espécie. Em algumas espécies mesmo as fêmeas mostram comportamento territorial (M. chipokee e M. auratus, Ps. lombardoi...). Às vezes a agressão do macho é directamente contra algum peixe de coloração semelhante (especialmente entre Aulonocaras). Alguns Neolamprologus do complexo brichardi são mais tolerantes entre si e podem inclusive formar colônias hierárquicas baseadas no corporativismo, se o aquário tiver espaço suficiente para comportá-los.
7.1 - Hierarquia Social
Os ciclídeos africanos, mesmo fora dos limites de um tanque, formam uma hierarquia social, que funciona tanto inter quanto intra espécies. Assim, um macho é o peixe hiperdominante do tanque, tendo o comportamento mais agressivo, perseguindo todos (principalmente os machos) que se aproximarem, não somente no período da desova. Entre as espécies haverá um macho dominante, que não tolerará nenhum outro macho de sua espécie no tanque. O dominante acabará matando o(s) outro(s). Mesmo em aquário maiores (400-500 L) algumas espécies mais agressivas (M. chipokee e M. auratus) não aceitarão a presença de outro macho da sua espécie no tanque. O ideal é mantermos um "harem" de 2-3 fêmeas para cada macho. A hierarquia é melhor observada quando não há actividade de desova no tanque. Quando está desovando, tanto o macho quanto a fêmea tornam-se mais agressivos, podendo "quebrar" a hierarquia.
7.2 - Controle
A agressividade dos ciclídeos está ligada basicamente a dois factores: sexo e comida. Para tentar controlar a agressividade, devemos (a) manter o número de machos bem menor que o de fêmeas, criando "haréns"; (b) montar as rochas formando muitas tocas (2-3/macho), para diminuir a disputa; (c) baixar a temperatura (25-26°C), para não aumentar o metabolismo; (d) alimentação 2-3 vezes ao dia (consumo até 2 minutos). Além dessas medidas, há uma teoria de "superpopulação" do tanque, que dispersaria a atenção dos machos dominantes, não fixando em uma só vítima. Caso o aquarista opte por superpopular o aquário, deve, então superfiltrar a água. A adição de alguns peixes rápidos de superfície (dânios, paulistinhas) também ajuda a dispersar a agressividade.
8 - (Re)Introdução de (Novos) Peixes
Ao introduzirmos os peixes no aquário recém montado, devemos evitar colocar os mais agressivos primeiro. O "ranking" de agressividade entre os Mbunas tem no "pódium" M. auratus, M.chipokee, Ps. lombardoi "Kennyi", seguidos pelos outros Pseudo- e Labidotropheus. Os Labidochromis e Aulonocaras são espécies menos agressivas (para os padrões dos ciclídeos africanos!). Ao reintroduzirmos um peixe no aquário, devemos ter em atenção o facto de que este voltará à base da "pirâmide social". Para evitarmos algum incidente, devemos reintroduzí-los durante a alimentação, podendo apagar as luzes, para que o novo habitante possa encontrar algum abrigo. Um novo habitante será perseguido/caçado durante as primeiras semanas e não revidará, averiguando a hierarquia social do grupo. Quando estiver adaptado, começará a desafiar os que se encontram na base da pirâmide.
8 - Reprodução
Sendo todos ovíparos, as fêmeas dos ciclídeos africanos desovam na água, sendo em seguida fecundados pelo macho no próprio substrato.
8.1 - Desova
Se a água, a comida e a filtragem estiverem dentros dos parâmetros ideais, os ciclídeos africanos desovarão com frequência. Os Mbunas começam a desovar a partir dos 7 meses de vida. Algumas espécies chegam a desovar mensalmente. O macho prepara a toca e corteja a fêmea. Neste período tendem a ficar mais agressivos.
8.2 - Incubação Bocal
Em algumas espécies (Mbunas, por exemplo), as fêmeas carregarão os ovos fertilizados em sua boca e os incubarão. As larvas chocarão após 14-21 dias. Quando estes chocarem (10-30 larvas), ainda permanecerão durante 18-25 dias (dependendo da espécie e da temperatura). Quando os alevins alcançarem cerca de 1 cm, estarão aptos a alimentar-se e a nadar livremente. Quando as fêmeas carregam ovos, recusam-se a comer (característica que pode ser confundida com a doença hidropsia); a sua boca parece cheia, fazendo movimentos de mastigação frequentemente.
8.3 - Stripping Fry
É a técnica de retirar manualmente os alevins da boca da mãe.
8.4 - Crescimento dos alevins
Para um crescimento saudável e eficaz, as trocas parciais deverão ser mais frequentes e a quantidade de proteína animal (artémias) deve ser maior (70% vegetal, 30% artêmias). A temperatura deve ficar entre 28-29°C para aumentar o metabolismo e o apetite.
8.5 - Hibridismo
Espécies diferentes de um mesmo género (especialmente entre Aulonocaras e Pseudotropheus), poderão procriar (principalmente, quando não houver um número satisfatório de fêmeas de sua espécie disponíveis), produzindo crias híbridas que costumam ser estéreis, fracas, sem coloração intensa, e muitas vezes com deformações. O macho hiperdominante, principalmente, também tentará procriar com fêmeas de outras espécies no mesmo género.
9 - Doenças
Além das doenças "convencionais", a que todos os peixes estão sujeitos, os ciclídeos estão sujeitos a uma fatal, chamada "Malawi Bloat" (semelhante à hidropsia). Apesar do nome, ela pode atacar os peixes dos três lagos.
9.1 - Sintomas
O primeiro sintoma é a perda do apetite. Os ciclídeos africanos são sempre vorazes ao se alimentarem. Somente a fêmea, quando está carregando ovos, é que perde o apetite. Os sintomas secundários incluem inchaço anormal do abdomen, respiração ofegante, fezes brancas, ficar parado no fundo do tanque ou ofegando na superfície. Marcas vermelhas em volta do ânus ou ulcerações na pele podem aparecer. Neste ponto já é tarde para recuperar o peixe, pois a extensão dos danos já atingiu o fígado, os rins e/ou a bexiga natatória. A morte normalmente acontece em 24-72 horas (em alguns casos em até 1 semana).
9.2 - Causas
As principais causas do Malawi Bloat são: (a) dieta errada, que irá irritar o sistema digestivo/excretor dos peixes (evitar tubifex, blood worms, larvas e artêmias em excesso, e mesmo flocos e pellets contendo este. Os Mbunas são basicamente herbívoros. Mesmo os non-Mbunas devem ter a alimentação animal restrita. (b) longa exposição à água de baixa qualidade: parâmetros incorretos, falta de trocas de água e superalimentação. (c) Excesso de sal (NaCl): na tentativa de simularmos o ambiente ideal, frequentemente, exageramos na quantidade de sal, sobrecarregando os orgãos internos dos animais.
9.3 - Tratamento
Só há tratamento no estágio inicial da doença. Quando percebermos que o peixe perdeu o apetite, devemos removê-lo e iniciar o tratamento imediatamente. Uma solução de Metronidazole (Emtryl), ou um Bactericida para aquários, em conjunto com uma oxigenação forte, temperatura entre 29-30°C, e trocas diárias de 30%, poderão salvar o peixe. O tratamento deve seguir até o peixe voltar a ter o seu apetite normal.
10 - Referências
C.M.C.A
Malawi Cichlid Homepage
African Cichlid Recipe
African Cichlids
Cichlids Great and Small
Nota Final
Este "Manual" é apenas um resumo de uma série de artigos que eu consegui na net em diversos sites especializados em Ciclídeos Africanos. Os sites brasileiros, em sua maioria (sem, é claro, querer desmerecê-los), abrangem basicamente aquários comunitários típicos e aquários plantados (tipo holandês); informações específicas sobre aquários de ciclídeos africanos quase não há nos sites que eu procurei. Como consegui muita informações em sites estrangeiros, resolvi compilar estas informações e resumi-las num único texto. Ao compartilha-lhas quero deixar claro que se trata meramente de uma contribuição para os interessados em aquariofilia.

Luis Cláudio Esquárcio, com colaboração de José Antonio (ez), Flávia (Perse), Bruno Galhardi, Johnny Bravo e Marcos Avila

Texto baseado nos FAQ's disponíveis no Malawi Cichlid Homepage, com actualizações e contribuições dos autores acima.

Contribuição de: Paulo Rossi