segunda-feira, 5 de março de 2012

Acara-bandeira

Muito popular o Acará Bandeira, é um peixe muito apreciado tanto por aquaristas novatos como para os mais experientes. Este ciclideo pode viver perfeitamente com muitas espécies de peixes, sendo usado em aquários comunitários. Existem vários exemplares de Bandeiras do albino ao complemente preto. O bandeira ocasionalmente pode tentar brigar com peixes de sua espécie ou de outras, portanto devemos adquiri-los ainda na fase juvenil, para uma ótima adaptação. Devemos cria-los em Aquários a partir de 50 litros , mas o ideal é em um volume de 200 litros. Aceita rações em sua dieta facilmente, nas devemos oferecer alimentos vivos pelo menos uma vez por mês. O bandeira é um tanto temperamental, as vezes fica parado na parte traseira do aquário, não significando necessariamente que esteja doente. O que acontece é que se assustem facilmente, principalmente os mais velhos. Adquira sempre de 3 a 4 exemplares de uma só vez, pois gostam de ficar em grupos. 
A reprodução do Acará Bandeira se torna simples quando encontrarmos o par certo para o acasalamento. Como a distinção dos sexos é extremamente difícil. Como nos discos , deveremos adquirir pelo menos 6 exemplares e observar por algum tempo o casal que se formou. Observaremos o par sempre junto e tentando expulsar outros peixes(Bandeiras) por perto. Este é um sinal que o par vai acasalar.


Se o aquarista puder ajudar, as chances da desova ter sucesso é grande em um aquário comunitário. Geralmente os Bandeiras desovam em vidros ou troncos, e protegem os avos bravamente. Se você não possuir peixes predadores, terá tempo de acompanhar a desova e algumas horas depois pode retirar com ajuda de uma mangueirinha sugando-os para um outro aquário onde acontecerá a eclosão(três dias depois da desova), já que neste ponto não se faz mais necessário a presença dos pais. O aquário de reprodução deve ter apenas equipamentos obrigatórios (inclusive um filtro biológico de espuma) com uma temperatura da água igual a de onde foi retirado os ovos . Gradativamente o aquarista deve corrigir essa temperatura a 28 graus. A água também deve ser do aquário de origem, para que os ovos não corram o risco de variações violentas de condições da água. Após a eclosão os alevinos, ainda permanecerão com o saco vitelino e grudados em qualquer o parte do aquário, devemos usar uma oxigenação e movimentação da água bem fraca. Devemos retirar os ovos "gorados" (os brancos opacos) para que não prejudiquem os fecundados. A natação livre dos alevinos será após três dias da eclosão e o aquarista deverá alimenta-los imediatamente depois que perderem o saco vitelino com nauplius de artemias eclodidas na hora. Deve-se calcular os dias exatos da eclosão tanto dos bandeiras como das Artemias, para que você não fique sem poder alimento-los após a natação livre dos alevinos. Apenas depois de 20 dias, poderemos mudar a dieta dos Bandeiras com rações para filhotes. 
TemperaturaReproduçãoOrigemPhDhIluminaçãoAlimentação
25 a 27 GOviparaAmerica do Sul6.8 a 7.08Média 10 hs DiaCentro
Fonte: http://www.aquallun.com.br/Bandeira.htm


Acará-diadema







Acará-diadema
(Geophagus brasiliensis)










Nome Comum em Português:Acará, Acará-diadema, Acará-ferreira, Acará-topete, Acaraí, Papaterra
Nome em Espanhol: Cíclido perla
Nome em Inglês: Pearl cichlid, Pearl eartheater
Nome Científico: Geophagus brasiliensis
Família: Cichlidae
Subfamilia: Geophaginae
Ordem: Perciformes
Classe: Actinopterygii
Importância: Aquário , comercial
País de origem: Brasil (Sergipe, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).
Obs: Introduzido nos EUA, Filipinas e Austrália. ( e transformado em jak dempesey )
Comprimento máximo: 28,0 cm
Reprodução: ovíparo desova em pedras e gruta.
Água: indiferente (6,8 a 7,2)
Temperatura: 22 a 28c.
Aquário: médio a grande.
Comportamento: pacífico porém territorialista
Alimentação na natureza: É de hábitos onívoros, comendo uma ampla variedade de alimentos no fundo, os quais são triados com sua boca protrátil.
Alimentação em cativeiro: alimentos vivos, patês, aceita ração - onívoro
Habitat: O acará é especializado em ambientes de águas paradas, mas é também comum nos rios, especialmente nos remansos ou nas margens com vegetação abundante.
Aparência: Sua coloração é realmente magnífica, e se fosse um peixe asiático talvez seria mais apreciado. Suas cores vermelhas, azuis e faixas turquesas lhe garantem, pelo menos, um bom lugar nos aquários de outros países.
Reprodução: Na época de reprodução, o casal limpa uma área de fundo arenoso, e o defende contra intrusos. O número de ovos não é muito elevado, sendo que o macho toma conta dos filhotes recolhendo-os na sua cavidade bucal.

O acará é uma das espécies mais comuns nas bacias do rio Doce e do Paraíba do Sul, ocorrendo também na bacia do rio São Francisco. Ele pertence à família do tucunaré e da tilápia, e como esta última espécie, apresenta espinhos defensivos nas nadadeiras dorsal, ventral e anal. O acará é de natureza plástica e flexível, e por esse motivo é uma das poucas espécies que se adaptam muito bem às condições de reservatórios.

Fontes de pesquisa: Alcon
http://www.lagoadosanjos.hpg.ig.com.br/peixes.htm
http://www.aquahobby.com/zeco/especie.php?esp_id=892
http://www.fishbase.org/summary/SpeciesSummary.php?id=4751 Autora: Lucia Helena Salvetti De Cicco










Peixe jeck joy




descrição zoológica:

Nome: Cichlasoma octofasciatum

Comprimento:20cm

espaço para um bom convívio:200L

pH: 6.5 a 7.0

Temperatura da água favorável para a sua criação: 24ºc

Origem: Guatemala, Honduras, Yucatan

Descrição socio-comportamental :
Peixes agressivos e territorialista, o que faz recomendo observar bem para que ele não venha a matar outros peixes mais dóceis ou menores, Ele deve de preferência ser criado sozinho. Recomenta-se alimenta-los com rações vitaminadas e com pedaços carne, já que seu abito alimentar é carnívoro. São animais rústicos que resistem muito bem a variações de temperatura e PH.


quando acostumados de pequeno pode comer o alimento na mão da pessoa que for alimenta-lo.

 




jeck joy azul

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Reprodução de betas

       Enquanto navegava pela net, achei um arquivo muito massa, é um relato sobre reprodução de betas, esta, foi registrada faze, por faze desde o cruzamento até a estagio adulto dos alevinos.
Se liguem ai:


''Reprodução de bettas 

Os Bettas, se forem saudáveis e se estiverem convenientemente preparados, irão originar uma descendência entre 30 a 500 alevins. Á medida que os alevins se vão desenvolvendo, deve-se ter em atenção as possíveis lutas que possam ocorrer entre eles, separando-os. Deste modo, é necessário ter disponível diversos aquários para esse fim.
Para facilitar o “abraço nupcial” (etapa 9) devem ser seleccionados exemplares em que o macho é maior que a fêmea. Para além deste aspecto, este deve realizar pequenos ninhos de bolhas no seu aquário individual, indicando que está apto para a reprodução.
Após a escolha, deve-se realizar uma série de passos simples, mas essenciais para obter bons resultados.
Nas primeiras duas semanas:
1) A alimentação dos progenitores é de extrema importância, pois irá determinar o número de ovos e de esperma produzido por cada um. Desta forma, neste período de tempo, dever-lhes-á ser proporcionada uma alimentação variada, como larvas de mosquitos, de Artémia, granulado/flocos próprio para Bettas entre outras coisas.
2) O aquário do macho deverá ser colocado junto ao da fêmea de modo a que se possam observar mutuamente.
3) Deverá ser montado um aquário, sem filtro nem areão, apenas com uma pedra difusora que irá servir como aquário de reprodução. Neste, a água não poderá exceder os 10 cm de altura, uma vez que, iremos reduzir a pressão exercida por esta nos futuros ovos, devendo estar a uma temperatura de 27ºC sem oscilações. Este aquário deverá ainda possuir plantas aquáticas verdadeiras que irão proporcionar protecção á fêmea, suporte ao ninho de bolhas que o macho irá construir e facilitarão a alimentação dos alevins, uma vez que nelas se irão desenvolver, com maior facilidade, pequenos animais. Desta forma, existem algumas plantas mais indicadas para este efeito e que são extremamente fáceis de se manter, não sendo necessário cuidados com a água, luz e adubos. Exemplos destas plantas são: musgo de java (Vesicularia dubyana); Samambaia de Java (Microsorum pteropus); Valisneria sudamericana (Vallisneria Gigantea)
4) Após as duas primeiras semanas, o macho pode ser colocado no aquário de reprodução. Depois de um ou dois dias da sua introdução, coloca-se a fêmea num recipiente transparente (como por exemplo um tubo transparente) e de fácil remoção, o qual a irá proteger das investidas do macho. Dar-se-á início do cortejo, no qual o macho abre as suas barbatanas e os opérculos.
5) O macho, se interessado na fêmea, irá dar inicio á construção do ninho de bolhas, o qual deverá estar concluído ou no final do primeiro ou segundo dia após a inserção dos dois exemplares no aquário de reprodução. Se tal não acontecer, pode indicar ou que o macho não esta pronto para a reprodução ou que não está interessado na fêmea, não devendo prosseguir-se com a tentativa de procriar.
6) Após a conclusão da construção do ninho de bolhas, a nossa atenção desvia-se para a fêmea. Esta deverá apresentar uma coloração com riscas verticais quando observar o macho e uma forma particularmente arredondada, indicando, desta forma, que está pronta para o acasalamento. Contudo, em animais com colorações mais claras essas riscas não são visíveis, tendo-se apenas em atenção o segundo aspecto.
7) Juntamos os dois exemplares com cuidado para não destruir o ninho de bolhas e iremos observar que o macho irá nadar atrás da fêmea e atacá-la. No entanto, este é um comportamento normal da espécie, de modo a que o aquarófilo não deverá intervir a não ser que observe que a fêmea possa correr perigo de vida.
Após 12 a 24 horas de estarem juntos o macho irá conduzir a fêmea ao ninho de bolhas.
8) A fêmea irá inspeccionar o ninho e, quando chegar a altura, por debaixo deste, ambos iram começar a nadar em círculos.
9) Até que ocorrem os abraços, o macho dobra-se sobre a fêmea comprimindo-a de modo a facilitar a saída dos ovos ao mesmo tempo que os vai fecundando.
10) Após cada abraço a fêmea fica imóvel e flutua. Nesse período de tempo em que não se mexe, o macho aproveita para apanhar do fundo do aquário os ovos com a boca e colocá-los no ninho, pois, á primeira oportunidade, a fêmea come-os, apesar de se já ter sido observado fêmeas a ajudarem o seu companheiro na recolha destes.
11) Quando os abraços terminam, deve-se retirar com cuidado a fêmea (que tem que ser submetida, mais uma vez, a um regime variado de alimentos, de forma a que recupere rapidamente das lesões sofridas e do esforço), sem destruir o ninho de bolhas, que vai ser guardado pelo macho e será este que tomará conta dos alevins quando nascerem.
Deve-se ter em atenção que, os caracóis de água doce, que possam existir no aquário, muitas vezes comem os ovos que se encontram no ninho de bolhas.Por vezes o macho apercebe-se e tira-os com a boca. Contudo, os moluscos para evitarem a acção do progenitor dirigem-se para o seu alimento pela parte exterior das bolhas, tornando-se impossível a acção do macho.

12) Os alevins irão eclodir passados 2 ou 3 dias. Estes são de reduzidas dimensões (cerca de 2mm) e estão sempre a ser vigiados pelo macho, o qual irá colocá-los no ninho sempre que se afastem ou que vão ao fundo.
13) Quando os alevins nadarem horizontalmente (no quinto dia de vida) é a altura de retirar o macho, pois este poderá comê-los.
Os alevins
Nos primeiros quatro dias os pequenos peixes apenas se irão alimentar do seu saco vitelino, não devendo assim, colocar alimento na água, pois só irá fazer com que esta se polua.
Após retirarmos o macho, devemos começar a alimentar os alevins quatro a cinco vezes ao dia em pequenas quantidades, mas tendo em atenção de que, como os alevins são muito pequenos, têm que comer um alimento rico em lípidos e de pequenas dimensões de forma a que seja facilitada a sua ingestão e que lhes permita desenvolver. Assim, existem vários alimentos adequados para este efeito, como infusórias que aparecem nas plantas, alimento líquido (JBL Nobil Fluid), larvas de Artémia salina (Nauplios) e/ou alimentos granulados de pequenas dimensões produzidos para alimentar crias de Bettas.
É nos primeiros quinze dias que se encontra a fase crítica do desenvolvimento das crias dos Bettas, pois é nesta altura que se formam os labirintos nos alevins. Desta forma, o aquário deverá estar tapado, de modo a reduzir a diferença de temperatura do ar e da água. Caso exista diferença, toda ou praticamente toda a ninhada morre.
Após o primeiro mês começa-se a proceder ao acréscimo de água (cerca de 1cm por dia), minimizando os efeitos das hormonas produzidas por cada alevin, uma vez que eles ao produzirem-nas vão fazer com que os restantes Bettas que se encontram no aquário tenham mais dificuldades a desenvolverem-se.
Ao mês e meio podem-se começar a mudança de água parcial.
Algumas fêmeas:
O grupo de fêmeas:
Os dois primeiros machos são da criação:
Uma colisa que também quis ficar na foto:
http://www.mundodosanimais.pt/peixes/reproducao-bettas/ ''

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Paulistinha Rosa e outras pigmentações

Ai pessoal encontrei um arquivo muito interessante enquanto estava navegando na net, se liguem só   Paulistinha Rosa.
Legal né?
 Então estes são paulistinhas geneticamente modificados contêm genes de um coral, que produz uma proteína fluorescente vermelha para dar o peixe um tom de rosa brilhante e faz com que fique fluoresce sob luz noturna. Esses são comerciados nos Estados Unidos (Califórnia impôs uma proibição) e (aparentemente) em Taiwan, Cuba, Malásia, Hong Kong e agora Brasil.( eu já vi aqui em lagarto por 7,50 cada).
Veja outras variedades de pigmentações abaixo:
É interessante saber que existem essas variedades de pigmentações por modificações genéticas, só não sei o que podem causar no paulistinha, mas que tem alguns efeitos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

peixe corró

          Desculpas galera por esse longo espaço sem postar, pois estava em  meio de  uma  longa jornada e nessa encontrei vários peixes que em minha opinião deveriam entrar na aquarofilia  entre esses achei um ciclideo cujo o nome popular  é corró e o científico, eu não sei. ;-)
          Bem piadinhas a parte. Esse peixe é muito popular em rios e açudes no nordeste Brasileiro, muitos o considera sinônimo de breguicie, acho um grande insulto para um peixe tão inteligente e doscio pois este além de conviver com outros peixes tranquilamente, possui alguns habitos como, reconhecimento do criador, mansidão extrema quando acostumado desde o inicio de sua criação, e outras lambem iguais a do oscar.
          O corró tem como características físicas corpo prateado com uma listra preta no corpo, e formato  disco-alongado.
           Hoje já se encontra o corró em algumas lojas de aquários, mas sem muito valor comercial, no entanto alguns cientistas estão trabalhando com a especime para agregar maiores e mais destacastes características fisicas, sendo prevalecida as suas características emocionais e sociais.
(wallison olyver;22 de fevereiro de 2012)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Como iniciar uma criação semi comercial de Guppys

http://guppy-blog.blogspot.com

Como iniciar uma criação semi comercial de Guppys

















Como iniciar uma criação seletiva profissional de Guppies


- Constroi uma estufa específica para este fim (veja projecto anexo)
- Adquire de um criador de confiança : 1 macho e duas fêmeas da mesma linhagem .


Estes peixes, geralmente, só podem ser encontrados em criadores profissionais, membros de associações reconhecidas . São peixes de raça pura, geralmente vendidos em trios - um macho e duas femeas virgens e entregues pelo correio com todas as garantias . Com qualquer outra forma de compra não terás garantia da linhagem do macho, geneticamente falando (recessividade) e as fêmeas devem ser virgens, pois a femea de guppy consegue armazenar diversas crias após um único cruzamento e possui dois úteros distintos, embora muitos criadores afirmem que femeas não virgens prestam-se para a criação , desde que cruzadas com machos reconhecidamente puros . Procura utilizar fêmeas virgens com menos de 5 meses . Os machos não deverão ter a cauda muito grande.

CONDIÇÕES DE HABITAT
Água : pH em 7.2
Temperatura : 25 a 28 º C
Trocas de água : 50 % do total por semana
Iluminação : 15 w para cada aquário (usa uma telha transparente na estufa para aproveitar a luz do dia (medida econômica) .
Plantas : soltas (elódea, cabomba, musgo java, ...)
Aquários : sem substrato (cascalho) com filtragem fraca
Alimentação : 3 vezes ao dia

AQUÁRIOS – DIMENSÕES
Cruzamento : 20 a 30 litros = matrizes principais
Parto A e B : 20 litros (muitas plantas soltas)
Descendentes machos e fêmeas de A e B – 20 l cada (total 4 aquários)
Peixes para comercialização - descartes dos descendentes de A e B
– 200 a 500 litros (caixa d’água) – machos
- 200 a 500 litros (caixa d’água) – fêmeas



O esquema acima traz uma sugestão de cruzamentos entre matrizes e descendentes, afim de que se obtenha um produto final (peixe) que conserve as melhores carcterísticas da espécie. Obviamente existem muitos outros sistemas de cruzamento visando uma melhor selecção genética utilizado por criadores profissionais. Clik na foto para ampliar.



O QUE DEVES SABER PARA INICIAR UMA CRIAÇÃO SELECTIVA PROFISSIONAL DE GUPPIES
Gestação : 30 dias
Maturidade sexual : 3 meses (já se reproduzem) .Coloca as matrizes no aquários de reprodução (trinca) . Após 3 dias separa as fêmeas e coloca-as nos aquários A e B para soltarem as crias (estes aquários deverão estar muito bem plantados) . Os filhotes machos serão colocados nos aquários A1 e B1, respectivamente e os filhotes fêmeas serão colocados nos aquários A2 e B2 . (a separação entre sexo deverá ocorrer antes dos 60 dias de idade) . Após 4 meses escolhe 2 peixes de cada aquário para futuras matrizes reprodutoras. Escolhe machos com corpo largo e bem desenvolvido . Retira os maiores . No caso das fêmeas prefere aquelas com corpo bem desenvolvido, boca bem apontada para cima e nadadeira caudal em forma de leque ligeiramente triangular (nunca redonda ou oval ). Das novas matrizes seleccionadas, escolhe um trio (um macho e duas fêmeas) ou mais (conforme disponibilidade de aquários) e substitui as matrizes originais por estes novos trios.

Descarta as matrizes originais. Comercializa-as. Inicia novamente todo o processo de cruzamento, selecção e descarte. Os peixes não escolhidos para matrizes ocuparão as caixas d’água 1 (machos) e 2 (fêmeas) e serão destinados a comercialização .

O QUE DEVES SABER SOBRE A MONTAGEM DE UMA ESTUFA
O sucesso de uma criação está na montagem de uma estrutura própria para armazenamento dos peixes, separação e manipulação . Em primeiro lugar deves obrigatoriamente ter um espaço reservado na tua casa para a construção da estufa que medirá 3x2 metros com pé direito (altura) de 2,3 metros (no mínimo) .
Assim :






Estufa caseira para a criação de guppies - clik na foto para ampliar.


As paredes internas da estufa deverão ser pintadas com cal, pois isto ajuda na higienização do ambiente. Utiliza telhas de amianto e no mínimo uma telha de fibra plástica transparente para aproveitar a luz do dia dentro da estufa . O chão da estufa não poderá ser de piso de madeira ou carpete. Prefire cimento liso ou piso frio e deverá ser perfeitamente alinhado (estar no nível) .Faça previamente um sistema com ralo grande no chão da estufa próximo às estantes de aquários . Isto facilitará a manutenção. É ideal também que haja uma pequena pia na estufa, ou no mínimo uma torneira com rosca para mangueira. Não guardes rações ou medicamentos dentro da estufa, pois o ambiente úmido e abafado favorece à sua deterioração. Conserva equipamentos como mangueiras de jardim, sifões, reservatórios de água para as trocas constantes (podem ser estes garrafões usados para venda de água mineral). Tem pelo menos uns 6. Jamais utilizes água directo da torneira para fazer a troca parcial nos aquários, a não ser que esta água seja pré condicionada. Guppys adoram trocas parciais e desenvolvem-se muito bem quando elas são feitas umas duas vezes por semana - (25% do total de cada vez, totalizando 50% por semana ).
Monta as estantes para os aquários com madeira – caibro (de boa qualidade) ou então utiliza estantes de aço – tipo de escritório. Podes ainda fazer estantes de ferro e depois pinta-las com anti ferrugem. Existem barras de ferro próprias para isto e o serralheiro poderá fazer. Basta dar as medidas dos aquários que ele as cortará e soldará. Compra as barras de ferro e pede apenas para cortar e soldar (se for num mecânico sai muito mais barato) – verifica o tipo de solda ideal (resistência). Instala alguns soquetes para lâmpadas fluorescentes (com calha). Prende-as na parede que fica atrás dos aquários. Duas lâmpadas fluorescentes para cada três aquários (andar da estante) deve bastar. Deverá haver uma média de 15 watts para cada aquário (entre 10 e 20 watts). No sistema de filtragem poderás utilizar filtragem comum com compressores de ar e filtros de espuma. Biológico (fbf) é impossível – não terás cascalho para segura-lo além de não ser aconselhável. Utiliza divisores de ar ligados as mangueiras que distribuirão o nível de ar que moverá os filtros em cada aquário.
Se utilizares um sistema dry wet, conforme consta no projecto, não te esqueças de instalar registros no canos que levam água para os aquários, a fim de que possas esvazia-los individualmente. A maior vantagem do dry wet é que poderás utilizar um único termostato e bomba submersa dentro dele que filtrarão e aquecerão todos os aquários. Deixa para instala-lo quando já estiveres perfeitamente adaptado com a criação. A maior desvantagem de um filtro do tipo dry wet é que no caso de doenças, todos os peixes estarão submetidos à mesma água e aos organismos patógenos ali existentes. Uma boa solução para minimizar este problema é o uso de um filtro uv integrado ao dry wet. Começa devagar. Caso optes pela filtragem simples, utiliza aqueles aquecedores elétricos que ficam de pé e parecem uma máquina de secar cabelos de mulher (estas que tem em cabelereiro). Este tipo de aquecedor também é utilizado em avicultura . Nesta área existem também opções de aquecedores a gás (bem mais econômicos) chamados campânulas .


foto : macho de guppie endlers adulto - fonte : consta na própria foto
Campanulas utilizadas para o aquecimento de estufas

foto : fêmea de guppy endlers adulta - fonte : consta na própria foto .
Estende um plástico grosso transparente a cerca de 10 cm. abaixo das telhas. Isto ajudará na retenção de calor no interior da estufa. A porta da estufa deverá ser revestida (do lado de dentro) com uma placa de isopor em toda a sua extensão. Isto evitará que ela empene devido ao calor e a umidade. Utiliza um termômetro normal para assegurar que a temperatura média dentro da estufa se mantem sempre entre 30 e 35 º. Segundo experiências de criadores, acredita-se que os Guppus criados em estufas têm as nadadeiras maiores e o corpo um pouco menor do que outros que são criados em tanques ao ar livre.


O QUE DEVES SABER SOBRE OS CUIDADOS COM OS ALEVINOS
Após o parto a fêmea deverá ser retirada do aquário (bem plantado - plantas soltas) onde ficarão os alevinos . Deve ser colocadas num aquário vazio (é por isto que sobram dois na estante do projeto da estufa ) para descansarem durante 3 a 4 dias no período pós parto e devem receber alimentação rica em artêmias neste período. Após isto, já podem voltar ao aquário de cruzamento e reiniciar o ciclo. Espera pelo menos uma semana para trocar os alevinos de aquário e assegura-te que os níveis da água são semelhantes em ambos os aquários . Os alevinos são bastante sensíveis a mudanças bruscas na temperatura ou qualidade da água (pH, kH, etc..). Mantem a temperatura constante de 27 º C para os alevinos .

Ofereçe-lhes, sempre que possível, náuplios de artemia salina e/ou microvermes (vermes de aveia) . Isto acelera o seu desenvolvimento. Alimente-os 4 vezes ao dia em pequenas quantidades. Isto também os faz crescer rápido. As algas fazem parte da alimentação dos alevinos . Neste caso capricha na iluminação e nas plantas para propiciar um bom crescimento de algas. Eles gostam e desenvolvem-se mais na água verde. Mantem a água em óptimas condições de limpeza. Utiliza filtragem fraca, sifonagem e trocas parciais constantes. Após 30 dias os alevinos começam a alimentar-se como adultos .